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MPT participa de documentário internacional sobre a cera de carnaúba

Uma empresa holandesa de grande atuação na Europa, uma das principais compradoras da cera de carnaúba do Piauí e do Ceará, está produzindo um documentário com enfoque na extração e produção desta matéria-prima utilizada em diversos segmentos da indústria mundial. O documentário tem por finalidade divulgar na Europa a ideia de comercializar produtos apenas das empresas que cumprem a legislação trabalhista brasileira e valorizam a sustentabilidade social em toda a cadeia produtiva.

As gravações aconteceram durante inspeção conjunta entre Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério do Trabalho (MTb) no município de Ilha Grande, ao norte do Estado do Piauí, onde trabalhadores faziam a extração da palha da carnaúba. A gravação também contou com a participação dos auditores fiscais do trabalho que atuam na fiscalização das atividades de corte da palha e extração de pó de carnaúba. “Enaltecemos o exitoso trabalho em conjunto do MPT e MTb na fiscalização da atividade, as relevantes conquistas já obtidas ao longo de quase seis anos do projeto ‘Palha Acolhedora’ e, ainda, a importância social e econômica da atividade”, explica o Procurador do Trabalho, José Wellington Soares.

Durante as filmagens, o procurador fez uma retrospectiva dos trabalhos realizados pelo MPT desde 2012. O projeto passou pelas fases de conscientização, fiscalização e colheita de termos de ajuste de conduta com toda a cadeia produtiva da palha da carnaúba no Piauí, inclusive com as empresas exportadoras. “Desta forma, pretendemos garantir que todos que laboram na atividade obedeçam às leis trabalhistas e promovam o trabalho decente, o que implica a valorização das empresas que atuam de maneira correta e também do próprio produto”, destacou o procurador.

Em razão desse trabalho, muitas empresas já se ajustaram. No entanto, é importante que a indústria só negocie com quem respeita os direitos trabalhistas e sociais e, sobretudo, valorize o produto extraído de maneira sustentável e em conformidade com as normas de proteção ao trabalho. “É essencial separar o joio do trigo e eliminar aqueles que atuam de maneira predatória na atividade. A tendência é que estes sejam expurgados da atividade e não tenham mais para quem vender seus produtos”, finaliza o procurador. 

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