MPT capacita rede de proteção para atuar no combate ao trabalho infantil em Picos
Em alusão ao Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho, profissionais que integram a rede de proteção à criança e ao adolescente participaram, nesta quinta-feira, 11, do evento "Café com Debate", promovido pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Picos. A atividade foi realizada na sede da Subseção da OAB de Picos e reuniu representantes do Conselho Tutelar, CREAS, CRAS, Secretarias Municipais de Educação, Saúde e Assistência Social, além de outras instituições que atuam na garantia dos direitos da infância e adolescência.
O objetivo do encontro foi capacitar os profissionais para identificar, prevenir e encaminhar casos de trabalho infantil, fortalecendo a atuação integrada da rede de proteção e ampliando a conscientização sobre os prejuízos causados pela exploração do trabalho de crianças e adolescentes.
Durante a programação, foram discutidos aspectos legais relacionados ao tema, as formas mais comuns de trabalho infantil, os impactos dessa prática no desenvolvimento físico, emocional e educacional de crianças e adolescentes, além da importância da atuação articulada entre os órgãos responsáveis pela proteção integral de crianças e adolescentes.
O procurador do Trabalho Igor Costa deu uma palestra no evento destacando que o enfrentamento ao trabalho infantil exige o comprometimento de toda a sociedade e, especialmente, dos profissionais que atuam na linha de frente da proteção social. "O trabalho infantil ainda é uma realidade presente em diversos municípios brasileiros e muitas vezes acontece de forma naturalizada. Capacitar a rede de proteção é fundamental para que esses profissionais consigam identificar situações de risco, acolher as vítimas e adotar as medidas necessárias para interromper esse ciclo de violação de direitos", afirmou.
Segundo o procurador, a atuação integrada dos órgãos é um dos principais instrumentos para garantir resultados efetivos no combate ao problema. "Nenhuma instituição consegue enfrentar o trabalho infantil sozinha. É essencial que Conselho Tutelar, Assistência Social, Educação, Saúde, Ministério Público e toda a rede atuem de forma articulada, dando as mãos para proteger crianças e adolescentes e assegurar que estejam na escola, convivendo com suas famílias e vivendo plenamente sua infância", ressaltou.
Igor Costa também lembrou que o trabalho infantil compromete o desenvolvimento das crianças e impacta diretamente suas oportunidades futuras. "Quando uma criança trabalha, ela perde oportunidades de aprendizagem, de convivência e de desenvolvimento. Combater o trabalho infantil é investir no futuro dessas crianças e construir uma sociedade mais justa e igualitária", frisou.
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