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Coetrae realiza ação em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo

Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, celebrado no dia 28 de janeiro, os órgãos que integram a Comissão Estadual de Combate ao Trabalho Escravo (Coetrae) realizam, na próxima quarta-feira (28), uma ação de mobilização e conscientização em Teresina. A atividade acontecerá a partir das 9 horas, na Praça Rio Branco, no centro da capital.

O dia será marcado por uma panfletagem e carro de som, levando informações à população sobre o que caracteriza o trabalho escravo contemporâneo, como denunciar e a importância do engajamento da sociedade no enfrentamento a essa grave violação de direitos humanos. O evento reunirá representantes de diversos órgãos públicos e instituições da sociedade civil organizada que atuam na prevenção, fiscalização e combate ao trabalho escravo.

O procurador do Trabalho Edno Moura, coordenador regional de Combate ao Trabalho Escravo do Ministério Público do Trabalho no Piauí, destacou que ações como essa são fundamentais para ampliar a conscientização da população. “Mesmo após mais de um século da abolição formal da escravidão no Brasil, milhares de trabalhadores ainda são submetidos a condições degradantes, jornadas exaustivas, servidão por dívida e outras violações graves de direitos, realidade que provoca impactos profundos na dignidade humana, na saúde dos trabalhadores e no desenvolvimento social e econômico do país”, alertou.

Dados do Ministério do Trabalho apontam que, nos últimos 30 anos, mais de 65 mil trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão no Brasil. No Piauí, somente nos últimos seis anos, cerca de 500 pessoas foram libertadas dessa situação desumana. “O trabalho escravo infelizmente ainda é uma realidade no Brasil e no Piauí. Muitas vezes, ele acontece de forma invisível, mas com consequências devastadoras para as vítimas. É essencial que não só os trabalhadores, mas toda a sociedade esteja informada, atenta e denuncie sempre que suspeitar de situações de exploração”, destaca.

O procurador destacou ainda que, em muitos casos, os próprios trabalhadores não têm consciência de que estão sendo vítimas de trabalho escravo. “Para muitos, o trabalho escravo é só se estiver impedindo de sair do ambiente de trabalho. Mas o que vemos, na maioria dos casos, é situação degradante de trabalho, com alojamentos em condições insalubres, remunerações baixas e os direitos trabalhistas violados”, elenca.

Edno Moura destacou que o apoio da sociedade é indispensável no enfrentamento ao trabalho escravo e lembrou que denúncias podem ser feitas de forma anônima aos órgãos competentes, contribuindo para a proteção de trabalhadores e a responsabilização dos exploradores. No MPT, as denúncias podem ser feitas de forma presencial em qualquer uma das unidades do MPT, seja na capital ou nos municípios de Picos e Bom Jesus, ou ainda pelo site www.prt22.mpt.mp.br, e pelo whatsApp, no (86) 99544 7488.

Tags: MPT, trabalhadores, Ministério Público do Trabalho, resgate, Coetrae, Combate ao trabalho escravo

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